domingo, 21 de outubro de 2007

Violência Intrafamiliar - FMP - RS

O Grupo de Pesquisa

O grupo de pesquisa sobre VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR da Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul conta com a coordenação da professora Débora S.de Oliveira – Psicóloga (UFSM), docente da disciplina de Psicologia Jurídica da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), mestre em Psicologia do Desenvolvimento (UFRGS), doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento (UFRGS), cursando Especialização em Terapia de Família e de Casal (INFAPA), membro da Associação Gaúcha de Terapia Familiar (AGATEF).
É composto atualmente por duas alunas do programa de Graduação da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministerio Público do Rio Grande do Sul, Larissa Fleck Silva e Janaína Thaddeu Calil de Freitas e um aluno do programa de Pós-Graduação, Especialização em Direito da Criança e do Adolescente, Luciano de Almeida Lima.
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Título do Projeto de Pesquisa:


A violência intrafamiliar: um fenômeno interdisciplinar

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Linha de Pesquisa em que se insere o projeto:

Efetividade dos direitos fundamentais
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Objetivos do projeto

Este projeto visa o desenvolvimento de pesquisa relacionado à família e às crianças e adolescentes em contextos de violência doméstica e intrafamiliar. Será realizado um levantamento de dados com o objetivo de mapear os processos de casos denunciados de violência doméstica ou intrafamiliar ajuizados pelas Promotorias Especializadas em Família e na Infância e na Juventude de Porto Alegre – Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul – no período entre 1996 e 2006. Através desse levantamento, procurar-se-á examinar, em um primeiro momento, os aspectos caracteriológicos do perfil da vítima e do agressor, o tipo de famílias que vivenciam violência, bem como as instituições que constituem a rede de encaminhamento dos casos na cidade de Porto Alegre. Em um segundo momento, buscar-se-á criar propostas de intervenção junto aos diferentes profissionais que trabalham com a violência doméstica ou intrafamiliar, de modo a desenvolver uma abordagem interdisciplinar no combate contra a violência, além da criação de um Centro de Referência em Atendimento Psicológico a Vítimas de Violência Intrafamiliar na Faculdade do Ministério Público.

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Atividades que vêm sendo realizadas pelo grupo:

O grupo iniciou seus trabalhos no mês de setembro e até o momento vêm fazendo uma revisão bibliográfica da literatura médica, psicológica, psiquiátrica, sociológica e jurídica do tema, bem como um debate crítico para então formar aos instrumentos de aplicação da pesquisa.

9 comentários:

Milene Calderaro Martins disse...

Muito boa iniciativa de divulgação.
Gostaria de saber se a proposta de criação do centro de referência para atendimento psicológico (nos objetivos do projeto) agrega todas as pessoas em situação de violência (o que incluiria também o agressor). Como seria esse acompanhamento (fluxo).
Parabéns ao grupo!!!

GRUPO PESQUISA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR FMP disse...

Prezada Milena

A idéia é sim agregar tanto vítima como agressor, nos casos de violência intrafamiliar não há como ignorar qualquer dos sujeitos e sim buscarmos um trabalho com ambos. Como irá funcionar esse acompanhamento e todo o centro de atendimento é algo que pretendermos descobrir através da pesquisa de campo. A partir da pesquisa ´se buscará a melhor forma de atender tanto agrssor como vítima.

Agradecemos a visita ao blog! Qualquer dúvida ou sugestão entre em contato conosco email: violenciaintrafamiliarfmp@gmail.com

Natália Nunes disse...

Interessante e louvável a criação do Grupo de Estudos e Pesquisa, pela Fundação Escola do MP Estadual.
O que eu tenho visto e presenciado de violência contra crianças pelas
ruas, shoppings centers, praças.
Até na praia, onde adultos e crianças costumam estar mais relaxados, assisti a horrores neste verão.
Minha sensação, nesses lamentáveis episódios de violência, sempre é de tristeza, pesar, frustração...
Quase não dá pra gente "se meter",
pra não apanhar junto, né mesmo?
- Penso que vale a pena serem apostadas todas as fichas contra a Violência Intrafamiliar, porque se desdobra em retorno a toda à sociedade.Basta de violência, mormente contra crianças, adolescentes e mulheres.
Vida longa ao Grupo!

GRUPO PESQUISA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR FMP disse...

Prezada Natália,

Em primeiro lugar, pedimos perdão pela resposta tão morosa. Estivemos e estamos bastante envolvidos com o parte de configuração dos estudos e então muitas vezes deixamos de lado algumas também prioridades!
Quanto ao seu relato, concordamos em gênero, número e grau!!! A violência está escancarada, não tem mais aquele caráter de segredo e provém da deficiência de formação e preparação dos que DEVERIAM dar o exemplo aos seus filhos. Entendemos que isso seja um processo, longo e demorado e que requer muita paciência. O próprio governo tem tentativas promissoras de combate e prevenção à violência, o que é louvável, mas essa "idelogia" deve entrar na mente das pessoas de forma efetiva para que se tenha um resultado próspero! Contamos com a sua colaboração e agradecemos antecipadamente críticas, sugestões e elogios também!!! Obrigada pelo contato, abraços!!!

roseli disse...

violencia psicológica denunciada pela própria criança é levado em consideração?
Parabéns ao grupo
São Francisco do sul.

GRUPO PESQUISA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR FMP disse...

Prezada Roseli,respondendo ao seu questionamento, entendemos que a violência psicológica é considerada uma das formas de violência prevista na lei 11.340/06(Lei Maria da Penha)artigo 7°, inciso II, é uma das formas mais difíceis de ser constatada, uma vez que não deixa indícios ou provas visíveis. Assim, a violência psicológica contra a criança deve ser levada em conta por diferentes profissionais que a assistem. É na escola, no posto de saúde, na comunidade, entre outros lugares, que os profissionais atentos podem auxiliar a criança, notificando o Conselho Tutelar. A denúncia feita pela própria criança deve, portanto, também ser considerada, uma vez que havendo a suspeita, a investigação deve ser feita. É através dessa ação que estaremos protegendo os Direitos da Criança.
Colocamo-nos também a disposição pelo email violenciaintrafamiliarfmp@gmail.com
Abraços!

miro disse...

Parabéns pela iniciativa.
Sou professor de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa, em São Borja, e ministro a disciplina Educação, Mídia e Violência contra segmentos vulneráveis, no curso de Pós-Graduação em Violência Intrafamiliar (especialização). Tenho interesse por abordagens que façam relação com as representações que a mídia promove sobre a violência intrafamiliar. Se o grupo puder me indicar algo, agradeço.
Bons estudos,
Prof.Dr. Miro Bacin
Unipampa-São Borja

cleidimar disse...

Trabalho em uma Casa de Acolhimento Institucional e os parabenizo pela iniciativa. Percebo a falta de politicas públicas voltadas ao apoio psicológico.

Um abraço!

mary disse...

Bom dia.
Sou aluna do 8°P de direito da Universidade de Rio Verde - Go, estou começando a fazer meu projeto de pesquisa e meu tema é sobre "Violência sexual Intrafamiliar, os caminhos da prevenção, proteção e da Responsabilidade", estou a procura de materiais e pesquisas para que eu possa aprofundar sobre o tema, se vocês puderem me enviar algum desses tipo,pois percebi que a pesquisas realizadas por vocês é excelente, agradeço, no aguardo.mary_symon@hotmail.com